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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

RAUL = LUAR

Algumas pessoas vão duvidar da veracidade deste relato, devido ao enredo esquisito. No entanto, mal sabem que existem tantos Raul's como estrelas no céu.

Certa vez, um Raul tinha medo da noite, necessariamente da lua. Acreditava esse rapaz que aquela "coisinha" que ilumina a noite e tanto chama a atenção dos apaixonados, podia feri-lo. Ele era certo da cabeça sim, só tinha medo de sair a noite, receava a dor de um astro caindo na sua cabeça, lhe fazendo sofrer. Esse trauma que tinha, surgiu em uma das noites em que o tal admirava e se deliciava com o luar.. até que a lua caiu. Tipo, aquilo que ele apreciava tanto, sumiu, desapareceu, FOI PARA O BELELEU. Cara, imagine se de repente você está de pé, bem seguro, e seu chão começa a se quebrar e você cai e então grita, chora porque está perdido... Foi assim que Raul se sentiu ao perceber que sua querida companheira "havia ido embora" , "caído". Talvez estivesse cansada dele.. não importa, ele não queria mais sair a noite para que não se apaixonasse por uma estrela e daí, ela o deixasse como fez a lua. Não vou dizer quer Raul perdeu esse medo logo, mas com as saídas durante o dia se encantou com o sol. Ele chorava toda vez quando o o sol se punha. Porém, no outro dia estava aquela estrela calorosa, brilhando, olhando para o Raul. Bem, como gostava bastante do Sol, não viu nenhum problema em voltar a sair à noite... Quando fitou o céu azul escuro... Sentiu uma coisa louca ao olhar para Lua, e então descobriu que ela não havia o deixado.. Na época que desapareceu, estava nublado , as nuvens a cobria. E então, Raul percebeu, ou o Sol que ensinou, que não devemos nos afastar, chorar, temer, quando as estrelas se apagarem, quando a lua sumir, quando o sol se pôr. Pois, todo dia, será um novo dia e toda noite uma nova noite... Raul olhou para o céu e falou: " Quanto tempo eu perdi. Me perdoe Lua, eu sou um bobão." A lua caladinha ficou, e quem cala consente. Nada de sumir novamente, sem vingança. Por quê não deixar-se viver? por quê não fitar o luar até o amanhecer?


A Carol Oliveira de sempre.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Deve acontecer



Hoje vou contar uma história baseada em fatos verídicos. Vou relatar para vocês uma história animal, mas não do tipo radical.. ANIMAL mesmo. É um tanto romântica, então que os sem coração parem agora de ler ou ouvir esse conto.

A noite estava feia, nem dava para ver a lua. Uma chuvarada. Daí que um sapinho resolveu se abrigar debaixo de um teto. Uma sapinha que também andava por ali fez o mesmo. Então eles começaram a bater um papo, saponês. Então o sapo ficou tão encantado com a sapa que pediu para que viesse encontrá-lo no dia seguinte às 20 hrs. Bem, ela foi. Certa vez quando estava descendo as escadas, reparei neles e como é de meu costume dar boa noite a todos, desejei aqueles anfíbios uma ótima noite. Então, eles passaram a frequentar minha área de inverno todos os dias. Dei nomes a eles, Pit e Pet. Bem algumas pessoas me perguntam como sei que são macho e fêmea.. bem, os vi em uma cena de amor... Enfim, os dois sempre se encontravam as 8 e iam embora as 22 hrs, o que eu achava super interessante. E ficavam lá, um olhando para cara do outro, talvez se declarando, reparando os detalhes que despertou tamanha afeição. Até que em um dia feio, uma sapa entrou na lavanderia, meu pai disse que ia colocar pra fora a tal. Então que eu disse que podia por para fora, pois não era Pet. Daí que ele acabou matando a sapa. E a noite, quando deu as 20hrs, só Pit foi à área de inverno e não me toquei que Pet era a tal sapa, e ela nunca mais voltaria.

Pit ficou, não foi embora às 22hrs, ele virou a noite a espera de Pet. E hoje, ainda hoje, ele vêm a área de inverno, talvez tenha esperança que ela volte ou talvez ele fique ali pra relembrar dos bons momentos. Não sei, apenas tenho certeza de que ele pensa nela, fica lá olhando pra parede sozinho imaginando onde ela possa estar.

Até o sapos amam, porque nós não podemos amar?

O pra sempre nem sempre acaba, porque ninguém pode destruir uma lembrança que você tem. Talvez devêssemos amar mais, sermos mais fiéis aos sentimentos. Sofrer todos sofrem, mas não é só isso, fomos, somos felizes e é por isso que devemos aproveitar aquele instante como se fosse o último, amar como se fosse imperdoável não amá-lo, querer bem como se fosse à nós mesmos.

Quando você ama você nunca está sozinho, e quando não se está sozinho, não se sente medo, e quando não há medo, existe um coração feliz. Então ame e deixe seu coração bater forte por coisas boas, deixe você ser feliz.

ps. A sapa gata da foto é Pet. Ganhei esse urso de niver, e coloquei o nome em homenagem. Não reparem em mim.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

terra da Terra

Há alguns anos é comum ouvir falar em efeito estufa, aquecimento global. Há alguns anos é comum ver enchentes, furacões, vulcões em erupção... E todos perguntam: "O que está havendo?" Talvez a pergunta que deveríamos fazer não seja essa e sim, O QUE ESTAMOS FAZENDO?


Sempre nos achamos superiores a qualquer outro animal na Terra, porque, como dizem os cientistas e ou livros de ciências, somos seres racionais. Somos e não somos. Se sabemos que jogar lixo no chão, por menorzinho que seja, vai causar problemas, por que jogamos? E quando queimamos um monte de árvores para construir algo, tendo conhecimento de que ali existem outros seres vivos.. Por que matamos e não queremos ser mortos?

Egoísmo talvez. A gente sabe que tem gente sofrendo com essas enxurradas que destroem sonhos, famílias... mas não temos de ideia do que eles sentem. Imaginamos que isso nunca vai acontecer com nós, mas se assim fosse, seria injustiça da mãe natureza.

Se alguém te machuca você pensa logo em revidar, ou não, você fica calmo, como se nada tivesse acontecido. Porém, chega um ponto que não dá mais, você não suporta ser o saco de pancadas. E a mãe mostra que tem limites. São sinais, pois se fosse o fim, ela não destruiria uma parte e depois outra, acabaria com tudo de uma vez. No entanto ainda há esperança.

Temos que ser solidários, abrir o coração para as coisas boas. Se cada um fizesse sua parte, curaríamos, devagar, os machucados da mãe. E ela nossa então Pandora, nos daríamos bons frutos, bons dias, boas noites, chuvas calmas e refrescantes.

A água invade, a lama estraga as casas e mata as pessoas. A gente mata a Terra e a terra mata a gente. Os sobreviventes, quando a água desce, voltam à suas casas e retiram a lama. No entanto só ela e alguns corpos, porque todo o resto que talvez fosse mais importante foi levado. E vêm a sofrimento, a dor, o desespero, o desanimo... Mas tempestades existem, e quem tem esperança, fé que no amanhã as coisas podem mudar e vão mudar, sobrevive para fazer diferente.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um dia

O dia amanhace, o sol aparece e um galo que não sei de onde canta. Um rapaz de barba falha caminha parar ir à padaria fazer o pão. A primeira cliente chega, compra os pães, volta á sua casa. Após um café bem reforçado vai ao trabalho. No colégio onde é professora, os alunos prestam atenção no que ela diz sobre a Grécia Antiga. Na hora do recreio todos se dirigem à cantina onde uma moça meio nervosa serve os lanches do dia. Depois do intervalo, a cantina fecha, e a mulher da cantina agora vai buscar o filho na casa da tia. O menino no banco de trás do carro aponta para outro que está no sinal pedindo dinheiro. O carro para, o garoto de rua pede umas moedas, a mãe dá. O menino de rua abre um sorriso imenso, aquelas pratas lhe garantirão o jantar. Vai em busca do almoço, bate de porta em porta. A doméstica de uma casa atende o pobrezinho e lhe dá um prato de comida. Após fechar a porta a mulher de cabelos presos, sorri, aquela caridade, trouxe uma paz ao seu coração. Sua patroa começa a grita: " Clotilde, venha cá!" A patroa pede para a faxineira que vá comprar uma tortas para umas visitas que logo mais chegarão. Os convidados chegam, cumprimentam a dona da casa. A noite cai e lá se vão, em direção ao hotel. Alguns estão bêbados, mas pegam no volante e dirigem. Um deles atropelam uma pessoa, o padeiro da barba falha, que não vai fazer pão amanhã, e a professora vai chegar atrasada buscando outra padaria para tomar café, por causa do atraso ela segura as crianças um pouco mais, então a mulher da cantina vai buscar seu filho mais tarde, o garoto não vê o menino que pede dinheiro no sinal, então o garoto vai ficar sem janta. A procura do almoço vai bater nas portas, a empregada diz que não foi feita comida,pois um familiar de fora cometeu um delito e a dona da casa disse que não estaria em casa, porque estaria reolvendo um problema...

Vida. Eu tenho, você tem, eles têm. Vidas entrelaçadas e ninguém percebe. Mas somos uma família e dependemos, somos responsáveis pelos nossos filhos, pelos nossos IRMÃOS. Todos temos um direito de viver, mas é preciso saber.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Enfim feliz

Jogou o dado, o jogo havia iniciado.

O primeiro passo, um único. Ganhou um presente, sorriu, o jogo havia começado bom! Depois dela foi a vez de outra pessoa... Quando sua vez de jogar novamente... não ganhou presente nenhum. Mas não desanimou,
tinha esperança de que na próxima rodada, ia dar tudo certo! Arriscou mais uma vez, balançou os dados, os jogou no tabuleiro e.. nada. Mais uma vez apenas andou. Já desanimada,decidiu jogar por jogar.. daí que ganhou outro prêmio e mais uma vez sorriu. O jogo acabou, e no final, ela não perdeu seu tempo... Ela desanimou é claro, mas no final, o que ficou, foi o sorriso,esse de felicidade, aquele de que valeu a pena.

O que ela não sabia, era que esse jogo se chamava vida, e que nessa, perdemos, ganhamos.. no entanto sempre estamos avançando, estamos dando um passo e busca da perfeição, e não tem como chegar lá sem exemplos, sem erros, sem aprender.

A cada dia, jogamos dados, damos um passo.Arriscamos, sorrimos, ficamos triste..no entanto aprendemos.E o final, enfim, é feliz.

EXCELENTE 2011 PARA TODOS!

Por Carol Oliveira,sempre.SHUIAHSIU

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Anônimos

Eles fogem. A gente se esconde. Eles não querem mostrar o rosto.

Uma criança foi encontrada morta embaixo da ponte. Foi apedrejada.
Segundo relatos de alguns, aquele ser, consumia drogas desde muito pequeno.
Uma pedra jogada, um pedido: " Por favor, para!"
Segunda pedra jogada, um apelo ao mundo: " Me ajudem!"
Terceira pedra jogada, a indignação " Não!"
Quarta pedra jogada, o silêncio e o uma pintura para o chão.

O sol aparece, os pássaros cantam, o rio continua a correr.
Ninguém chora pelo garoto, ninguém pergunta por ele.
Era um anônimo, um menino da vida, da rua.
"Não teria futuro algum", diziam.

Até que um limpador de rua, sentiu um mau cheiro.
Encontraram o corpo, investigaram o caso e nada.
Tvs, rádios, jornais divulgavam o fato.
Aquilo causava espanto e a maioria das pessoas gostam de espanto.
As emissoras em geral, ganhavam dinheiro com más notícias.

Todos na rua comentavam " Quem fez uma brutalidade dessas, deve ser preso, morto!"
Alguém. Um ser sem coração matou uma criança que podia ter um belo futuro.
Assim pensavam, só isso.

A noite caia novamente, milhares e milhares de crianças se drogam.
Muitas vão morrer essa noite, poucas sairão no jornal e nenhum dos mal feitores será pego.
Vão julgar, falar sobre os casos e vão ficar sem fazer nada.

Os pais da criança que foi encontrada embaixo da ponte,
não possuíam emprego, não lhe davam emprego.
Aquela criança teve de ir pedir comida nas casas para não morrer de fome.
Porém, todos lhe negaram comida. Foi para o sinal pedir dinheiro, lhe deram algumas pratas.
Decidiu não voltar mais para casa, não aguentava ver tanto sofrimento.
Ficou nas ruas, ficou com as drogas.

E os jornais do dia seguinte estampam: Quem foi o culpado?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Possível ilusão

Não sabia como fora parar ali. Estava na beira de um penhasco olhando o horizonte quando finalmente sentou-se. coçou a cabeça, pensou... " O que eu estou fazendo aqui, será isso mesmo que eu quero? será isso mesmo que querem para mim?" Perguntas e mais perguntas surgiam, tinha dúvidas de muitas coisas e ideias sem sentido apareciam. Ela olhou para frente, o que estaria por trás daqueles montes? O que o seus olhos não alcançam pode mostrar? A pergunta era: "o que vêm depois?" Encarou o céu, buscando que lhe respondesse... Mas esse infinito podia lhe mostrar muitas coisas, mas que naquele momento, para ela, não fazia muito sentido. Mostrava que ela nunca estaria só, porque as nuvens sempre estariam lhe acompanhando, que todas as noites, teriam com quem desabafar, as estrelas. Essas brilhariam, querendo transmitir um sorriso. Antes que pudesse olhar para baixo, reparou no que estava atrás... Bem, as árvores balançavam alegremente, os passarinhos cantavam, alguns animais se rastejavam, tudo se movia, tudo tinha vida. Então ela finalmente olhou para baixo, e não havia nada demais se não o chão. Fitou o chão para que ele desse algum sinal de CERTEZA, que descer, na verdade se jogar dali seria a melhor saída. O chão não respondia, era sem graça. Antes que fizesse qualquer coisa,ouviu uma voz... era do seu inconsciente que não estava muito consciente do que queria fazer... " Tens vida logo atrás de você, um horizonte para descobrir, milhares estrelas que querem te conhecer, nuvens que te seguem... Tens CONVICÇÃO que queres largar tudo para se submeter a nada? "
Outro barulho surgiu: "TITITITITITITI"
Ela acordava e tinha certeza apenas de uma coisa, da vida.

" Não é ceticismo, ou até mesmo pessimismo, se chama esperança. Não temos certeza de seremos felizes sempre, de que vamos conhecer pessoas legais que vão mudar sua vida, de que não vamos chorar, de que não vai dar certo. A única coisa que temos convicção, certeza ou como queira chamar, é da incerteza, e que devemos seguir sempre, se ainda houver esperança, vontade de descobrir o que há por trás das montanhas ou se queremos ver as estrelas sorrindo. Só vivendo para termos um conhecimento exato, só vivendo para ter certeza de que valeu a pena."


Por Carol Oliveira, sempre esqueço de pôr isso. --'