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sábado, 21 de agosto de 2010

A torta estória de Zé M.

Era uma vez um menino torto que morava numa casinha torta, sua vida era toda torta.
Ele fazia coisas tortas, talvez porque queria ser diferente ou parecer diferente.

Zé M. nasceu durante uma tempestade. Seu pai e sua mãe assistiam o Jornal Nacional quando começou a chover e de repente a entrar água por todos os cantos da casa. Pra piorar a situação, a mãe de Zé começou a vazar, a bolsa estourara.

Durante a infância não traquinou muito, morava em um prédio onde não havia crianças, era filho único e então seu passatempo era estudar. Seus pais trabalhavam muito e não tinham tempo para o garoto. O pai era conhecido como João das canas e a mãe como Nina das coisas. Eram pessoas legais, na verdade bem legais.

Bem de tão perfeito Zé começou a dar defeito. Foi durante a adolescência que foi se reparar a deficiência. Ele era diferente, não sabia sorrir ou melhor fazia uma risada de bruxa esquisita, feito aquela da madrasta da Cinderela. Alguns meninos viam filmes feios, ele via contos. Adorava ler e escrever. Dizia não crer em Deus mas sabia rezar. Queria ser rico e casar com uma amiga. Queria ser bom em física. Certa vez ele fez uma tal de macumba com sapo e colocou o nome de todos os professores dentro. Dizia a crença que tinha que pôr o sapo em um lugar a céu aberto. Bem, o Zé foi abandonar o sapo, só que foi assaltado por crianças do mesmo colégio que ele, que ao abrirem a bolsa, viram o tal sapo, abriram o anfíbio e tiraram os papeis. No outro dia o colégio todo sabia. " Lá vêm Zé do sapo, o bruxo encantado."

Zé M. era torto, seu coração não fora bem encaixado. Ele queria ser mau porque não sabia o que era ser bom. Não aprendera a sorrir, não sabia sobreviver. Ele estava ficando ainda mais torto, a cada queda seu coração entronchava mais e mais. Ele foi a um doutor, estava doente por falta de amor. O tal, lhe indicou um tratamento chamado amizade, interação. Era uma tarefa difícil não dependia só dele, mas de um monte de gente que não ia com a cara dele. Bem, Zé ficou bem. Um dia seu coração se acertou, não sei ao certo como foi mas, gosto de imaginar..

Têm tanta gente torta no mundo.. Ame, endireitemos o mundo.
" É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã!"

9 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom! amei o texto! *-----*
Risada da bruxa da cinderela! kkkkkk aiai, zezinho.

bj, camila =*

Mario disse...

Vamos aos comentarios.

Quando começei a ler seu blog os textos eram realmente bons , e a cada dia eles iam evoluindo mais ..
hoje em dia não tem 1 texto ruim,
todos são bons e interessam muitas pessoas.

Te amo 5x Carol *-*
UEHASUEHUAS.

Mario disse...

Obs:Você deveria escrever um livro :o
Obs2: Você esta me devendo 1 post moça! EASUHEUSAHEUA'

Anônimo disse...

Neeeeeto! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk'
qnd falou da historia do sapo so lembrei dele! ushauhsiuahsuaihsa'
mt,mt massa cagool :p

Ana Larissa disse...

Oi linda, adorei seu blog. Tô seguindo! beijão

Looford disse...

Para variar, incrível o texto. Depois tenho algo à lhe propor :D

Anônimo disse...

Aqui é Neto e eu vou processar todo mundo.

E só para constar, a madrasta da Cinderela não ri. Quem ri é a bruxa da Bela Adormecida. E da Pequena Sereia

Carol Oliveira disse...

Isso n vêm ao caso Neto, ela é uma bruxa então deve ter risada de bruxa! :D
você me ama tanto netinho! *-*

Sim pessoal, valeu aí! :))

Catia Lucia disse...

Adorei o seu blog, esse texto expõe a realidade de muitas pessoas... que acabam se esquecendo ou "desaprendendo" a conviver com as outras pessoas, outras que passam o dia inteiro na frente da TV sem ter interação com o mundo que nos cerca... parabéns pelo blog ele é lindo e vc parece ser legal, gostei da descrição do seu perfil e da sua visita no meu blog... conquistou mais uma seguidora bjs *) aguardo sua visita em www.corpodiscente.blogspot.com