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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Um tempo apenas

Viver está além de pensar, é fazer.
Viver está além de sentir raiva, é amar incondicionalmente.
Viver está além de arrepender-se, é reparar os erros para que não mais se repitam.
Viver está além de querer esquecer o tempo que passou, é tornar os próximos momentos ainda mais inesquecíveis.
Viver está além de ser normal, é ser diferente.
Viver está além de conquistar relações momentâneas, é ter alguém do seu lado todo momento.

Viver, está em ir além.


Por Carol Oliveira que ama viver.

sábado, 17 de setembro de 2011

Respiração

Estar bem é sempre ter alguém para amar e ser amada. E eu me sinto bem.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

E tudo faz parte




Cheguei ao mundo em prantos. Sempre tão sozinha em um lugar gosmento e então, de repente, me vejo em meio a uma pequena multidão ensopado de algo vermelho que alguns chamam de sangue, e logo em seguida sou levada para perto de uma moça que chora, não sabia ainda o porquê daquelas lágrimas e nem o motivo pelo qual ela me abraça, porém, aquele foi o primeiro momento que senti que estava segura, ali, naquele cenário feio e sem graça, senti verdadeiramente na pele, o que logo vim descobri que se chamava amor.

E com o passar dos dias, me transformava. Aprendia algo, via algo que nunca pude imaginar. Conheci as gargalhadas, o carinho... mas também chegou o dia no qual senti a raiva, senti dor, no dia que eu chorei como se nunca fosse me acostumar com o novo lugar onde haviam me colocado com um único propósito: viver. Mas em que consistia essa tão simples palavra que com 5 letras apenas era tão enorme e significante? Seria sempre estar chorando por causas dos obstáculos esquisitos com que me deparava? Ou será que viria a ser sorrir, ficar sempre alegre
independente do que ocorra? impossível.

Chegou o dia em que perguntei ao infinito desse universo se não era melhor não ter nascido, ele me respondeu com um assopro, levando umas folhas secas, sacolas rasgadas, palavras sem sentido. E logo eu entendi, que não, pois as milhares de sensações que tive, as melhores, eu não estava sozinha no meio líquido de uma barriga, estava vivendo.

Sim, tudo faz parte. Vamos virar nascentes de rios quando nos sentirmos sozinhos, mas assim que encontramos um amor, a paz nos envolve intensamente e podemos sorrir. No entanto não se esqueça que quando o amor é verdadeiro, você nunca está só e outra, caros amigos, ele é infinito. Tem um ponto de origem, mas não, quando sincero, jamais terá um fim.

Pela mesma Carol Oliveira de sempre.

sábado, 10 de setembro de 2011

Não há motivos...

Parecia que tinha ganhado na mega sena, eleita presidente do Brasil, ganhado a copa, ter se casado com um príncipe muito charmoso, sonhado com Brad Pit... mas que nada, ela só estava feliz, porque estava tudo muito divertido.

... quando você é a causa.
fim
HEHEHEHHEH

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mudança

A cada nascer do sol e a cada novo brilhar da lua, somos pessoas diferentes.
Seja um fio de cabelo que escorreu ao chão durante um dia corrido ou até mesmo ficou preso na escova durante o nosso pentear, a unha que cresceu um milímetro a mais, um machucado causado por andar tão desatento por onde andas, e pra ondes vai?

Todas as manhãs, assim que acordamos temos uma nova chance de sermos outros, pois já não somos iguais ao que fomos ontem. Temos a chance que começar de novo, e não precisa mudar o rosto, pintar o cabelo, comprar novas roupas, é simplismente trocar as atitudes. É despir a alma antes de pôr o pé para fora de casa, e ao longo do dia vestir-se do que foi visto de mais belos nas vitrines que uns chamam de vida. E quando as estrelas iluminarem a escuridão, guarde em um baú, denominado também de mémoria, trancado a sete chaves tudo o que você usou para se cobrir.

E assim vá juntando as melhores peças, as mais ricas partes de sua vida. E se um dia, você perceber que algo que você guardou tanto, que julgou ser bonito, mas na verdade não era se não uma comum folha de papel, não a amasse, não a jogue fora dessa maneira. Pois de alguma forma isso que parece ser lixo, te ajudou. Se não fora a sorrir, ainda que fora a chorar, ela te ensinou algo.

E vamos continuar segundo após segundo, caminhando. Deixando um fio de cabelo pra trás, tombando na rua, guardando bolinhas de papel e aprendendo. Enxendo nosso baú de ouro, dos mais deliciosos sorrisos, de rosas mágicas que nunca murcham, porque guardamos ali um amor que não tem fim.

E ainda bem que o ano é dividido em meses, e os meses em semanas, as semanas em dias, e dias em novas chances, oportunidades de fazer do sol o nosso ponto de partida.

Por Carol Oliveira

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Grande

Ela estava nos céus, porém, não estava feliz. Um lágrima caiu, uma segunda escorreu, a terceira tratava de se jogar daqueles olhos castanhos, mas logo foi interrompida por um lenço cor de rosa, que uma senhora ao lado da Alice lhe ofereceu. Ela estava chorosa, refletia sobre o amor e tudo que esse sentimento esquisito lhe causava. Sabia que uma das piores conseqüências de amar, é não ser amada. No entanto se dizia superior, respondia aos quatro ventos que, jamais, precisaria dar amor pra recebê-lo. Olha, vejam só, nós seres imperfeitos, errando e nos surpreendendo porque erramos. Seria anormal a Alice não chorar. Ela o amava e tinha certeza de que nunca queria se afastar dele, todavida, sentia que não era isso que ele desejava. Por mais que o mesmo dissesse que a queria ao lado, ela não acreditava. Isso tudo seria um trauma? Por amar tantas vezes e não ser correspondida? Seria alguma infidelidade do sujeito que a deixou para sempre desconfiada? Ou seria algum tipo de chip que fora implantado em sua mente que dizia para que não confiasse nele? Não,não,não e não. Ela não acreditava nele porque foi a mesma que disse o primeiro te amo e demorou a receber outro em troca, foi aquela garota que dizia não se importar porque apenas ela dizia sentir saudade dele, foi porque quando ela disse que iria embora, ele não pediu para que ficasse. E isso doeu muito, não foi só uma gigante decepção, foi também saber, que a vida toda mentiu para se mesma. Sim, apesar de negar, sempre quis dar carinho e receber, imaginar-se com outrem e ser imaginada. Ao descer daquele avião, já toda rosada disse a si mesma: “ Hoje, amanhã e depois, eu garanto amar-me mais e só dizer ao vento que o amo, quando ele sopra em meu ouvido que precisa de mim para viver.”

Pobre Alice, mais uma vez irá errar... Pois, o erro não estava em dizer-se superior, em apenas clamar que não precisa de nada em troca de seus sentimentos, estava em afirmar algo que não era verdade, já que nem um homem, por mais bruto e raivoso que seja, não queira receber amor.

Humanos patéticos. Eu, você e mais milhares de pessoas que dão afeto, dão dinheiro, dão favores, mãos e pés, esperando um dia serem todos recompensados. O sol nos aquece e o que ele pede? Os rios matam nossa sede, e o que eles pedem? As árvores nos dão sobra, e ai? Alice amou demais o moço e o que ela pediu? Ser amada. Mas se não fora, não devia arrepender-se, devia se orgulhar por ser capaz de ser como o sol, de ser como os rios, como o vento. Grande.

Por Carol Oliveira

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dupla face

Sua casa vivia sempre com as janelas abertas para que a estante que guardava seus livros, fosse apreciada pelos outros. Eram livros imensos, e de autores diversos, variava de pensamentos de Platão, a Oswald de Andrade. Ele saia todos os dias de carro, mas sempre voltava andando, dizia que aquilo era recomendações do médico, um pouco de exércicio lhe faria bem. Na calçada de sua casa, era comum sempre avistar uma, ou duas moças mantendo o local limpo. Algumas tardes colocava uma cadeira de balanço na varanda e sorria vendo as crianças brincarem na rua. Bem, todos que conheciam o Osoritnem o julgavam como um homem simpático, culto, feliz e rico. No entanto estavam todos enganados, ele nem ler sabia, aqueles livros eram de enfeite, simplismente, enfeite. Deixar bonito não sua casa, mas sua aparente personalidade. Ele não voltava de carro porque o seu salário só lhe possibilitava a ida. E as moças que limpavam sua casa, eram sobrinhas órfans que ele ajudava e em troca, elas faziam o serviço doméstico. Não era um homem feliz, todas as noites ele chorava com ninguém, a solidão. Simpático não, apenas tentava ser educado,dizer que tinha "berço", mas mal sabia que não é o lugar de onde viemos que faz de alguém o que se pode chamar de homem, e sim para aonde vamos, as escolhas que tomamos. E ele preferiu não ir além, não abrir mão do pensamento alheio.
E todos os dias, quando caminhamos na rua, toda aquela gente fantasiada e nem é carnaval. Mas já estamos tão acostumados a enxergá-los dessa maneira, que achamos super normal nos escondermos atrás de etiquetas famosas, de trabalhos com " status", de sorrisos que choram, de palavras que não querem dizer nada se não, uma mentira. Vendemos diariamente, coisas "dupla face": papel higiénico, lençóis, guardanapos e até mesmo roupas. Esses obejtos são sempre mais caros, porque segundo analistas, valem mais a pena. Mas se quer saber, um dia eles perdem o valor, um dia se rasgam e assim como as pessoas Osoritnem, ou mentirosas, como queira chamar, mostram que não são nada, além de embalagens e conceitos inseguros que pessoas também inseguras empões sobre os mesmos que se deixam levar por essa onda de ser o que não é.

É imprevisível, logo contraditório: a verdade sempre aparece.