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sábado, 10 de setembro de 2011

Não há motivos...

Parecia que tinha ganhado na mega sena, eleita presidente do Brasil, ganhado a copa, ter se casado com um príncipe muito charmoso, sonhado com Brad Pit... mas que nada, ela só estava feliz, porque estava tudo muito divertido.

... quando você é a causa.
fim
HEHEHEHHEH

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mudança

A cada nascer do sol e a cada novo brilhar da lua, somos pessoas diferentes.
Seja um fio de cabelo que escorreu ao chão durante um dia corrido ou até mesmo ficou preso na escova durante o nosso pentear, a unha que cresceu um milímetro a mais, um machucado causado por andar tão desatento por onde andas, e pra ondes vai?

Todas as manhãs, assim que acordamos temos uma nova chance de sermos outros, pois já não somos iguais ao que fomos ontem. Temos a chance que começar de novo, e não precisa mudar o rosto, pintar o cabelo, comprar novas roupas, é simplismente trocar as atitudes. É despir a alma antes de pôr o pé para fora de casa, e ao longo do dia vestir-se do que foi visto de mais belos nas vitrines que uns chamam de vida. E quando as estrelas iluminarem a escuridão, guarde em um baú, denominado também de mémoria, trancado a sete chaves tudo o que você usou para se cobrir.

E assim vá juntando as melhores peças, as mais ricas partes de sua vida. E se um dia, você perceber que algo que você guardou tanto, que julgou ser bonito, mas na verdade não era se não uma comum folha de papel, não a amasse, não a jogue fora dessa maneira. Pois de alguma forma isso que parece ser lixo, te ajudou. Se não fora a sorrir, ainda que fora a chorar, ela te ensinou algo.

E vamos continuar segundo após segundo, caminhando. Deixando um fio de cabelo pra trás, tombando na rua, guardando bolinhas de papel e aprendendo. Enxendo nosso baú de ouro, dos mais deliciosos sorrisos, de rosas mágicas que nunca murcham, porque guardamos ali um amor que não tem fim.

E ainda bem que o ano é dividido em meses, e os meses em semanas, as semanas em dias, e dias em novas chances, oportunidades de fazer do sol o nosso ponto de partida.

Por Carol Oliveira

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Grande

Ela estava nos céus, porém, não estava feliz. Um lágrima caiu, uma segunda escorreu, a terceira tratava de se jogar daqueles olhos castanhos, mas logo foi interrompida por um lenço cor de rosa, que uma senhora ao lado da Alice lhe ofereceu. Ela estava chorosa, refletia sobre o amor e tudo que esse sentimento esquisito lhe causava. Sabia que uma das piores conseqüências de amar, é não ser amada. No entanto se dizia superior, respondia aos quatro ventos que, jamais, precisaria dar amor pra recebê-lo. Olha, vejam só, nós seres imperfeitos, errando e nos surpreendendo porque erramos. Seria anormal a Alice não chorar. Ela o amava e tinha certeza de que nunca queria se afastar dele, todavida, sentia que não era isso que ele desejava. Por mais que o mesmo dissesse que a queria ao lado, ela não acreditava. Isso tudo seria um trauma? Por amar tantas vezes e não ser correspondida? Seria alguma infidelidade do sujeito que a deixou para sempre desconfiada? Ou seria algum tipo de chip que fora implantado em sua mente que dizia para que não confiasse nele? Não,não,não e não. Ela não acreditava nele porque foi a mesma que disse o primeiro te amo e demorou a receber outro em troca, foi aquela garota que dizia não se importar porque apenas ela dizia sentir saudade dele, foi porque quando ela disse que iria embora, ele não pediu para que ficasse. E isso doeu muito, não foi só uma gigante decepção, foi também saber, que a vida toda mentiu para se mesma. Sim, apesar de negar, sempre quis dar carinho e receber, imaginar-se com outrem e ser imaginada. Ao descer daquele avião, já toda rosada disse a si mesma: “ Hoje, amanhã e depois, eu garanto amar-me mais e só dizer ao vento que o amo, quando ele sopra em meu ouvido que precisa de mim para viver.”

Pobre Alice, mais uma vez irá errar... Pois, o erro não estava em dizer-se superior, em apenas clamar que não precisa de nada em troca de seus sentimentos, estava em afirmar algo que não era verdade, já que nem um homem, por mais bruto e raivoso que seja, não queira receber amor.

Humanos patéticos. Eu, você e mais milhares de pessoas que dão afeto, dão dinheiro, dão favores, mãos e pés, esperando um dia serem todos recompensados. O sol nos aquece e o que ele pede? Os rios matam nossa sede, e o que eles pedem? As árvores nos dão sobra, e ai? Alice amou demais o moço e o que ela pediu? Ser amada. Mas se não fora, não devia arrepender-se, devia se orgulhar por ser capaz de ser como o sol, de ser como os rios, como o vento. Grande.

Por Carol Oliveira

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dupla face

Sua casa vivia sempre com as janelas abertas para que a estante que guardava seus livros, fosse apreciada pelos outros. Eram livros imensos, e de autores diversos, variava de pensamentos de Platão, a Oswald de Andrade. Ele saia todos os dias de carro, mas sempre voltava andando, dizia que aquilo era recomendações do médico, um pouco de exércicio lhe faria bem. Na calçada de sua casa, era comum sempre avistar uma, ou duas moças mantendo o local limpo. Algumas tardes colocava uma cadeira de balanço na varanda e sorria vendo as crianças brincarem na rua. Bem, todos que conheciam o Osoritnem o julgavam como um homem simpático, culto, feliz e rico. No entanto estavam todos enganados, ele nem ler sabia, aqueles livros eram de enfeite, simplismente, enfeite. Deixar bonito não sua casa, mas sua aparente personalidade. Ele não voltava de carro porque o seu salário só lhe possibilitava a ida. E as moças que limpavam sua casa, eram sobrinhas órfans que ele ajudava e em troca, elas faziam o serviço doméstico. Não era um homem feliz, todas as noites ele chorava com ninguém, a solidão. Simpático não, apenas tentava ser educado,dizer que tinha "berço", mas mal sabia que não é o lugar de onde viemos que faz de alguém o que se pode chamar de homem, e sim para aonde vamos, as escolhas que tomamos. E ele preferiu não ir além, não abrir mão do pensamento alheio.
E todos os dias, quando caminhamos na rua, toda aquela gente fantasiada e nem é carnaval. Mas já estamos tão acostumados a enxergá-los dessa maneira, que achamos super normal nos escondermos atrás de etiquetas famosas, de trabalhos com " status", de sorrisos que choram, de palavras que não querem dizer nada se não, uma mentira. Vendemos diariamente, coisas "dupla face": papel higiénico, lençóis, guardanapos e até mesmo roupas. Esses obejtos são sempre mais caros, porque segundo analistas, valem mais a pena. Mas se quer saber, um dia eles perdem o valor, um dia se rasgam e assim como as pessoas Osoritnem, ou mentirosas, como queira chamar, mostram que não são nada, além de embalagens e conceitos inseguros que pessoas também inseguras empões sobre os mesmos que se deixam levar por essa onda de ser o que não é.

É imprevisível, logo contraditório: a verdade sempre aparece.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Declaração

É difícil explicar o que sinto por você, pois é tamanha a dimensão desse sentimento que palavra nenhuma conseguiria descrever.


Saiba que quando acordo, o primeiro nome que me vêm é o teu. Saiba que meu coração bate mais acelerado, quando estou ao teu lado. Saiba que o brilho dos teus olhos é a única luz necessária para iluminar meu dia. Saiba que seu sorriso é a melhor forma de me fazer feliz. Saiba que seus beijos refrescam tanto meu corpo como minha alma. Saiba que ouvir sua voz, é uma música que me acalma. Saiba que você por inteiro, é minha vida fora de controle. Saiba que de quando não estou pensando em você, é em você que eu penso. Saiba que quando eu fecho os olhos é tentando te encontrar nos meus sonhos. Saiba que o meu sorriso é reflexo do teu. Saiba que sem você, não posso ser eu.


Fiquei acidentalmente apaixonada, pois quando menos esperava, o amor esbarrou em mim e como uma colisão cheia de consequências, nos prendemos assim. E há 6 meses eu sigo um caminho ao teu lado, e no mesmo podemos encontrar obstáculos, desvios, entre outros malefícios que vão querer nos separar. No entanto não estamos sós, temos nós. A vida sem freio anda, e nosso amor o infinito ama. Juntos veremos a lua nascer, as estrelas brilharem ao presenciar o nosso encontro. Presentes em um mesmo ambiente, encararemos o nascer do sol, o pôr do dia.

Para sempre juntos, veremos a dia virar noite e a noite virar dia. Assim como cada número no calendário é um nova chance de se renovar, assistiremos o nosso amor a cada instante germinar.



Obrigada meu amor, por manter o meu dia iluminado, aquecido e confortável. Por ser a razão do meu ser e viver. TE AMO!


Por Carol Oliveira

Para Júnior Medeiros.
ps. ninguém te ama como eu.








terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu vou crescer

A juventude atual, mostra descaradamente como será o presente do nosso futuro. As garotas e garotos que pensam tão somente na exibição da aparência, através de um corpo artificial e enxergam apenas o próprio umbigo sem ver ou querer preocupar-se com os problemas ao seu redor, são a prova de que a espécie humana, está em regresso.
As crianças de hoje que sentam na frente de um computador e ficam horas e horas alienados em jogos entre outras besteiras, que infelizmente também é possível encontrar na internet, não sabem que há muitos anos atrás, meninos e meninas já foram adultos. Não sabem eles, que a liberdade que tanto jogam fora, era sonho de uns pequenos que nasciam junto as máquinas e lá, durante a tal revolução industrial, o brinquedo deles, era uma chave defenda sem graça e a soneca da tarde, era um açoite nas costas que o fazia despertar e voltar ao trabalho.
Talvez de tanto fuçarem em máquinas, tornaram-se como as tais. Seus neurônios são como lâminas enferrujadas, que não sustentam nada, muito menos uma idéia. Seus olhos funcionam apenas como espelho, refletem mas não muda nada do que está acontecendo. Seus corações, funcionam apenas como uma bateria validada que o mantém vivo até certo momento, mas não possui ao longo do que pode se chamar de vida,qualquer emoção que vala ser guardada e contada com alguma glória.
São dos pais sem voz, a culpa? Do progresso associado a tecnologia? Da televisão e seus programas sem objetos senão poluir as inocentes mentes? Será que a ditadura seria assim, a melhor forma de conduzir o homem de volta a evolução? A resposta para todas essas perguntas, se resume em uma única: não! Não há como culpar parte da população mundial por um erro que todos cometemos. De maneira direta ou indireta, ajudamos na construção da nossa triste realidade. Conquistamos a liberdade de nos expressar, e hoje, nos prendemos em seriados, deixamos de dizer o que deve ser dito, por medo, por receio de um sentimento ou ação que venha nos prejudicar.
Platão certa vez disse que a criança é a forma do homem. Que massa é esta que estamos levando ao fogo? é necessário, destruir qualquer coisa que venha a denegrir os homens que sabem que sabem. Os ouvidos dos jovens, devem receber músicas que o façam refletir, eles devem poder comprar sem fiscalização, bombons de chocolate e não bebidas alcoólicas. Deve haver uma revolução em pró de uma transformação do real em ideal.

Por Carol Oliveira

terça-feira, 5 de abril de 2011

Difícil foi, gostar de você.

Bem, o cenário onde aconteceu a história que vou contar, é um lugar pequeno, mas não tanto, sombrio mesmo com a presença do sol, triste, mas promete a felicidade todos os dias.

Nessa cidade, onde nada ocorria. Oh, me desculpe, me equivoquei.

Nessa cidade, onde nada de diferente ocorria, vivia um menino e seu fiel escudeiro, seu casaco.
As coisas andam super normais. O sol nascia todos os dias, a lua rejuvenescia de tempos em tempos, a flor exalava cheiro... Até que então, o tal garoto largou o casaco.

Todos se perguntavam aflitos: Quem é esse estranho? não se parece com o tal Toné? Por que ele não usa mais a jaqueta?

Essas perguntas foram respondidas a pouquíssimas pessoas. Mas vou contar para vocês, porque sou muito legal. Os neurônios do Toné se apaixonaram por os de uma mocinha chamada Lica. Se achando o experiente, ele pensou que a melhor maneira de conquistá-la seria, primeiramente, fazendo-lhe uns agrados indiretos. Mudou o completamente o visual, por um, que ela gostava.
Comprou tênis, mochila, perfume, calças, novos casacos, relógios, correntes, blusas, bonés. Entrou na academia, na aula de violão. Tudo valeria a pena para conquistar um coração.
Tão sabido, tão esperto, mas caiu na armadilha da paixão.

Mudou o modo de falar, de andar, de tirar fotos, de sorri. Até pensou em mudar o nome, mas isso não iria conseguir. Passou pela sua cabeça que talvez o plano não desse certo, mas logo esquecia, tinha que dar certo! O menino Toné abandonou seu eu, em busca de ser para alguém.

A menina era cega, e óculos de grau nenhum faria vê-lo de modo diferente. Para ela, ele seria para sempre seu amigo. Mas ele custava em acreditar em um hipótese como essa. Meses se passavam e nada de algum progresso. Sua inteligência ou mesmo o medo de sair despedaçado, lhe impedia de tentar alguma ação diferente para com a moça.

Nunca iria se apaixonar por ninguém, já estava apaixonada pela própria imagem, pelo que diziam que era bonito, pelo que achava bonito e ninguém mudaria isso. O tempo fez com que Toné chegasse a conclusão de que não daria certo, mesmo. Para ele, foi um fraco.

Esse lugar onde ocorreu a história, pode ser um lugar qualquer. Pois vejamos, só reparamos nas pessoas que passam fome, quando um terremoto as atinge. E então o terremoto passa, as doações acabam e é necessário outro para "mexer com o mundo". Nesse lugar, onde a felicidade é anunciada em promoções, e mesmo tão barata, quase ninguém a possui. Nesse mundo, de poucas árvores e uma multidão De sementes querendo germinar, mas com medo da "terra". Um lugar onde para se amar, deve-se tirar o casaco, abandonar você e ficar sem ninguém.

Toné não é um fraco, e sim mais uma vítima do meio. Não que esse, determine o homem, pois veja, há árvores que dão bons frutos em solos imperfeitos, mas, um meio que influencia o menino, que logo mais será um homem, cheio de traumas, azedo.

Por Carol Oliveira

Ps. ele voltou a usar o casaco.